Sei de uma fonte que jorra água fresca noites e dias sem cessar. Sei da frescura dessa água e da sede de uns lábios por saciar. Sei onde fica a nascente dessa fonte só não sei o caminho para lá chegar.
Sei. Tudo isso, eu sei. Só não sei se ainda terei sede quando me lá for dessedentar.
Rios que serpenteiam montes e vales. Rios que correm para o mar!
Sei. E é tudo o que sei.
O porquê de Fragmentário
Um diário é um conjunto de apontamentos que se apontam dia a dia - desses não tenho, por isso não escrevo diários -, de soluços aos solavancos, fruto das horas mortas e dos momentos inadequados do não sentir. Por isso, “Fragmentário”. Onde o navio? Sem navio...
terça-feira, 20 de maio de 2008
terça-feira, 13 de maio de 2008
Filosofando
Continuar a escrever o diário, quotidiano encontro com as minhas personagens. Que diriam os vindouros, dos bombeiros, se um incêndio deflagrasse e queimasse todos os meus manuscritos?
terça-feira, 29 de abril de 2008
Viajar é preciso
O meu tempo é o fim do tempo. O meu lugar é escrever. O resto é mar. É ir e voltar!
Gostava talvez de fazer longas viagens, quem sabe, porque não, ir contigo ao Oriente. Mas não me dou ao trabalho nem seuqer de o pensar.
“ Viajo noites inteiras de uns pensamentos para outros”. Viajo por esta Lisboa que eu cuidava ser minha e afinal, descobri, não é. Por isso abalo, vou-me embora.
Lisboa fica mais vazia sem mim mas ninguém o vai notar. Vou depois do Inverno acabar e porque tenho pressa, vou devagar.
Gostava talvez de fazer longas viagens, quem sabe, porque não, ir contigo ao Oriente. Mas não me dou ao trabalho nem seuqer de o pensar.
“ Viajo noites inteiras de uns pensamentos para outros”. Viajo por esta Lisboa que eu cuidava ser minha e afinal, descobri, não é. Por isso abalo, vou-me embora.
Lisboa fica mais vazia sem mim mas ninguém o vai notar. Vou depois do Inverno acabar e porque tenho pressa, vou devagar.
quinta-feira, 24 de abril de 2008
Por dentro
Sofrer o cansaço dos neurónios da cabeça por mais uma noite de pesadelos. Noites longas, as minhas, atormentadas por um único pensamento que nem sei qual é, de manhã, ao acordar!
Rios de loucura correndo ao contrário do leito, pesadas horas as do relógio parado mas martelando ainda na minha cabeça todos os minutos em que ansiava por ti.
Sei que existes, ainda mas ninguém me diz se és feliz ou infeliz.
- Quero lá saber da minha infelicidade. – Dirias tu!
Quero lá saber da minha felicidade, diria eu.
Quando penso em ti, saio de mim e deixo de ser eu. Porque o amor que te tenho (nem tenho a certeza que seja amor) tenho-to apenas na minha cabeça, que morto está de há muito o meu coração. O coração ainda não deixou de bater mas sabe-se lá até quando…
Está tudo esquecido. Esquecido? Tantos dias, tantos anos? De nada valeram os dias em que tudo o que acontecia apenas tinha sentido por nós?
(A asa da ave, quando ferida, soltou algumas penas que eu agora uso como enfeite)!!!
De que me serve ter asas se já não posso voar?
Rios de loucura correndo ao contrário do leito, pesadas horas as do relógio parado mas martelando ainda na minha cabeça todos os minutos em que ansiava por ti.
Sei que existes, ainda mas ninguém me diz se és feliz ou infeliz.
- Quero lá saber da minha infelicidade. – Dirias tu!
Quero lá saber da minha felicidade, diria eu.
Quando penso em ti, saio de mim e deixo de ser eu. Porque o amor que te tenho (nem tenho a certeza que seja amor) tenho-to apenas na minha cabeça, que morto está de há muito o meu coração. O coração ainda não deixou de bater mas sabe-se lá até quando…
Está tudo esquecido. Esquecido? Tantos dias, tantos anos? De nada valeram os dias em que tudo o que acontecia apenas tinha sentido por nós?
(A asa da ave, quando ferida, soltou algumas penas que eu agora uso como enfeite)!!!
De que me serve ter asas se já não posso voar?
segunda-feira, 21 de abril de 2008
once, open a time...
... Era uma vez uma princesa encantada no seu castelo e um cavaleiro andante sem Quixote. Um dia o cavaleiro estacionou á porta do castelo da princesa e soube, sem que o soubesse, que ali morava uma princesa.
Tinha sido feita prisioneira no seu castelo, a princesa. Por amor. Estava encantada desse amor e encantada aguardava a passagem do seu amor, um belo e ditoso cavaleiro.
Quando o cavaleiro certo apareceu e porque não queria combater contra moinhos de vento, logo a princesa despertou do seu encantamento. E porque a aia o chamou, o cavaleiro parou. Parou e disse:
- És uma princesa encantada e eu um cavaleiro à procura. Sou aventura.
Tinha sido feita prisioneira no seu castelo, a princesa. Por amor. Estava encantada desse amor e encantada aguardava a passagem do seu amor, um belo e ditoso cavaleiro.
Quando o cavaleiro certo apareceu e porque não queria combater contra moinhos de vento, logo a princesa despertou do seu encantamento. E porque a aia o chamou, o cavaleiro parou. Parou e disse:
- És uma princesa encantada e eu um cavaleiro à procura. Sou aventura.
sábado, 19 de abril de 2008
sexta-feira, 11 de abril de 2008
A cidade branca...
“... Lembro-me. Ciclicamente lembro-me. Neste quarto pequeno onde me esqueço, reinvento o futuro que não haverá e acabo sempre por retornar a esses tempos idos naquela cidade enlouquecida.
Lisboa cidade branca, Lisboa cidade velha, Lisboa cidade à deriva. Cidade de fantasia…”
Lisboa cidade branca, Lisboa cidade velha, Lisboa cidade à deriva. Cidade de fantasia…”
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